quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - Parte III

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".





E foi nesse capítulo que São Leopoldo começou o seu pior momento no planejamento urbano. Claramente, o atual Plano Diretor foi transformado e construído para legitimar o movimento das "grandes" construtoras e imobiliárias, na tentativa de legalizar as possibilidades de conluios com a gestão pública, na tentativa de assumir o papel de patrocinadores de campanhas. É a grande chance do "poder" se abraçar com o capeta e trair o seu eleitorado com algumas cestas básicas... Espigões são espichados em áreas antes prioritárias para construções de casas e áreas verdes valiosíssimas. Estão dando chance ao terrorismo, e as pessoas da cidade estão assustadas, acuadas, querendo sair, porque sua história está sendo soterrada por toneladas de concreto.


sobre a frase inicial,

é da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), referindo-se sem dúvida à sociedade soviética de então, mas lançando um alerta cada vez mais atual.


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