sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desmatamentos em São Leopoldo: crimes premeditados?

Em pouco tempo, estaremos pesquisando se será possível a existência de vida na terra. Em São Leopoldo, a situação anda dramática. O negócio por aqui é lotear!!!Porque será? Muito dinheiro circula num processo de loteamento. Dinheiro público bruto, grosso mesmo! As máquinas públicas derrubam a vegetação, abrem buracos e aterram, com escavadeiras, tratores, esteiras, tombadeiras. Os cofres públicos se abrem às tubulações de concretos de grande bitola, ao calçamento de concreto, às tubulações de água e luz. E quem receberá toda essa grana, acumulada pelo suor daqueles que sofrerão a falta de tudo? De quem são os lotes? Dos "amigos" do momento! No fim, a comunidade é obrigada a patrocinar o seu próprio sofrimento. Ainda bem que por aqui, resiste um sentimento de comunidade capaz de discernir, gente capaz e instruída, ao ponto de reproduzir textos como o publicado hoje no jornal VS e replicado aqui (clique na imagem para ampliar). Obrigado Renato Petry Leal, pela excelente orientação sobre o tema Horto Florestal.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - Parte III

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".





E foi nesse capítulo que São Leopoldo começou o seu pior momento no planejamento urbano. Claramente, o atual Plano Diretor foi transformado e construído para legitimar o movimento das "grandes" construtoras e imobiliárias, na tentativa de legalizar as possibilidades de conluios com a gestão pública, na tentativa de assumir o papel de patrocinadores de campanhas. É a grande chance do "poder" se abraçar com o capeta e trair o seu eleitorado com algumas cestas básicas... Espigões são espichados em áreas antes prioritárias para construções de casas e áreas verdes valiosíssimas. Estão dando chance ao terrorismo, e as pessoas da cidade estão assustadas, acuadas, querendo sair, porque sua história está sendo soterrada por toneladas de concreto.


sobre a frase inicial,

é da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), referindo-se sem dúvida à sociedade soviética de então, mas lançando um alerta cada vez mais atual.


sábado, 17 de setembro de 2011

Prefeitura torra o dinheiro público comprando imóveis encalhados


Em dezembro de 2005, o prefeito Ary Vanazzi anunciou a compra da antiga fábrica de correntes da Gerdau no bairro Rio dos Sinos por mais de R$ 2 milhões a fim de instalar naquele local um Centro de Eventos. Passados quase 6 anos, o ainda prefeito Ary Vanazzi compromete mais R$ 7 milhões comprando o antigo Imalas utilizando a mesma justificativa: um Centro de Eventos. Outro Centro de Eventos.
Isto é fato, publicado no site da prefeitura municipal: siga este link.

Vamos tentar adivinhar qual será a explicação para isso?




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dia da Árvore - Pela Preservação do Horto Florestal!


Artigo no Jornal VS pela Preservação do Horto Florestal

Publicado em 14 de setembro de 2011



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - Parte II:

Num raro momento, tivemos a luz de consciências legitimamente humanas, na condição de representantes políticos, aparentemente CAPACITADOS E HABILITADOS a criar e aprovar uma lei para a dignidade da condição de vida, com cultura, aproveitamento natural, economia, lógica, limites, dimensionamento, realidade. Assim é o Estatuto das Cidades. Mas sem raridade nenhuma, sendo do senso comum, vaidades político-partidárias (analfabetismo político e democrático), ainda prevalecem e sucumbem aos fora da lei, corruptos e bandidos de colarinho branco, com seus contratos e projetos devastadores e saqueadores da história e qualidade das cidades: povo que não cuida de suas heranças, não tem presente nem futuro. A vaidade do pseudo poder de ser representante executivo ou legislativo, abafa a verdadeira razão do ofício. Cobra-se do povo um preço muito alto pela confiança, porque por aqui, confiança é mais um imposto a pagar! Quem deve sentar na mesa para negociar é a comunidade. Ou não confiam na comunidade?



E POR AQUI, CONSTREM PRÉDIOS DE 18 ANDARES, ATERRAM BANHADOS E NASCENTES, ELIMINAM ÁREAS VERDES GIGANTESCAS. É QUE OS CONCEITOS DE BEM COLETIVO, SEGURANÇA, BEM-ESTAR E EQUIPIBRIO AMBIENTAL NÃO ESTÃO BEM CLAROS E SÃO INTANGÍVEIS DIFÍCEIS DE SE TRANSFORMAR EM CONTRATOS $$$$... E SE NÃO TEM CONTRATOS, PARA QUE ME ELEGER?



SE PELO MENOS DESSEM UMA LIDINHA NISSO, AO MENOS UM CONSTRANGIMENTOZINHO DEVERIA DAR NAQUELES QUE TEM A RESPONSABILIDADE DE ADMINISTRAR O BEM PÚBLICO.
ALGUÉM SABE QUAL É O DIMENSIONAMENTO DE SÃO LEOPOLDO? QUANTO PODE CRESCER? QUANTO É CAPAZ DE ABSORVER NOVAS OBRAS? ONDE ESTÃO AS NASCENTES? O QUE DEVE SER PROTEGIDO? O TEMPO DE VIDA DAS ESTRUTURAS ATUAIS? QUAL É O LIMITE DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL? O EXECUTIVO E O LEGISLATIVO ESTÃO SENDO IRRESPONSÁVEIS!

LENDO ISSO, NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA LEI DESSAS EXISTE! OU NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE EXISTA GESTÃO PÚBLICA BASEADA NA LEI?

QUANTOS JÁ BATERAM NA PORTA DA PREFEITURA DE SÃO LEOPOLDO PARA SOLICITAR ESSE DEBATE EM OBRAS QUE ESTÃO EM ANDAMENTO? VIDE O MORRO DO ESPELHO SAQUEADO DE SUA NATUREZA E PERFIL DE BAIRRO COM EXCELENTE QUALIDADE DE VIDA! VIDE O SÃO JOSÉ! VIDE O PADRE REUS! O CRISTO REI! VIDE A SAGA SOBRE O HORTO FLORESTAL, PATRIMÔNIO NÃO SÓ DE SÃO LEOPOLDO, MAS DE VÁRIAS CIDADES DA ZONA METROPOLITANA. É LÓGICO QUE LOTEAR 55HA RENDERÁ BELOS CONTRATOS COM EMPRESAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E EMPRESAS DE OBRAS, PARCEIRAS DE CAMPANHAS POLÍTICAS, QUE HOJE MORDEM MILHOES DO ORÇAMENTO ANUAL DO MUNICÍPIO. E A GRANA SÓ SAI, SEM QUE CONSIGAMOS IDENTIFICAR NADA, A NÃO OUTDOORS MARQUETEIROS EM VIAS DE GRANDES MOVIMENTAÇÕES.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Carta Aberta ao Senhor Reitor da Unisinos

Manifesto publicado pelo Movimento Horto Preservado, que o Amigos do Morro do Espelho apóia







Carta aberta ao Senhor Reitor da Unisinos, Padre Marcelo Fernandes de Aquino

Fomos informados pelo Jornal VS de 2 de setembro último que o Tecnosinos pretende “apropriar-se” de uma área de 55 hectares do Horto Florestal Padre Balduíno Rambo com a finalidade de abrigar 300 novas empresas de tecnologia da informação. Nada temos contra o Tecnosinos ou contra a tecnologia, muito menos contra o protagonismo da Unisinos no investimento em inovação, empreendedorismo ou geração de emprego e renda para a juventude. Entretanto, custa-nos acreditar que a Unisinos tenha decidido assumir publicamente a responsabilidade pela destruição de qualquer parte desta mata viva, cheia pássaros, répteis, pequenos mamíferos e insetos da mais variada ordem, inclusive as cada vez mais raras abelhas silvestres, derrubando árvores e arbustos nativos que contam mais de cinquenta anos de convivência com os exóticos e magníficos eucaliptos que enfeitam, purificam e perfumam o ar que todos nós respiramos diariamente.
Da Universidade espera-se o exemplo na preservação da natureza, isto é, educação ambiental. Os argumentos que vêm sendo utilizados para justificar tal barbárie são frágeis e insuficientes, quando não absurdos e inverídicos. A mata local não está se “depreciando” como afirma a diretora do Tecnosinos, Susana Kakuta. A mata está viva, basta deixar o mato crescer em paz, é um absurdo falar em depreciação da floresta por mantê-la intacta. Não há um único ponto de invasão em todos os 55 hectares de floresta, apesar de os órgãos responsáveis, — a Fundação Zoobotânica e o Governo do Estado —, manterem a área sem cerca nem calçada, sem guarda montada ou qualquer tipo de segurança, como seria sua obrigação.
O Horto Florestal que estamos ameaçados de perder foi oficializado em lei pelo Governador Leonel Brizola em 1959, a partir de estudos realizados pela Assembleia Legislativa, com o aval do então Deputado Paulo Brossard de Souza Pinto e o incondicional e decisivo apoio do Padre Jesuíta Balduíno Rambo, uma autoridade inquestionável, precursor do ambientalismo no Brasil. Tanto que em 2002 o Governador Olívio Dutra assinou decreto dando ao Horto o nome do padre que, em seus escritos à época já alertava para o “imediatismo inconsiderado no esbanjamento dos nossos recursos naturais”. O que diria o estudioso padre hoje, ao ver seus irmãos de congregação conspirando junto a políticos e empresários para derrubar as árvores e transformar num aglomerado de indústrias o Horto Florestal que tão justamente leva seu nome?
Ilustre Senhor Reitor, apelamos para sua sensibilidade e sabedoria, sua espiritualidade e sua responsabilidade nesta questão. É de sustentabilidade que estamos falando, há muitas vidas em jogo, animais e vegetais, há o futuro e a saúde de toda uma comunidade, há o exemplo de preservação a ser dado por quem tem obrigação de dar exemplo, promover e defender a vida e as futuras gerações. Por certo há alternativas em outras áreas da cidade, construções verticais que ocupem menos espaço físico, áreas que realmente precisem de gestão ambiental e reflorestamento. Há autoridades científicas dentro da própria Unisinos capazes de encontrar soluções melhores que esta para os problemas de expansão do Tecnosinos.
Somos pessoas anônimas em defesa da floresta. Queremos o Horto preservado. Contamos com seu apoio na luta pelo cercamento do parque, pela implantação de um sistema de segurança que permita aos professores e alunos da Unisinos estudarem a mata e as incontáveis espécies biológicas que aqui encontraram refúgio. Precisamos da sua ajuda na implantação de um jardim botânico ou de um parque público sustentável e digno do nome jesuíta que leva. Para que a sociedade local possa orgulhar-se de seu bairro, de sua cidade e de sua Universidade.
Muito obrigado,
Movimento Horto Preservado – São Leopoldo, 14 de setembro de 2011.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - parte I: Na prática, a teoria é outra!

Estatuto das Cidades é uma Lei Federal, descumprida em todas as instâncias, principalmente porque prioriza a participação das grandes construtoras e afasta a população da discussão de sua criação. É a hora da prova real, quando as parcerias público-privadas, financiadoras de campanhas eleitorais, tem a oportunidade de colocarem suas cartas na mesa. Olhe para o Plano de Diretor da tua cidade, e descubra o pano de fundo desses acordos. A seqüência de imagens (slides de trabalho da comunidade de São Leopoldo para conscientização da comunidade) é um resumo dos principais pontos.








terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Amigos do Morro do Espelho e o Plano Diretor

“Amigos do Morro do Espelho” é um movimento sem qualquer vinculação partidária, que busca participar da vida da cidade, questionando, formulando proposições e buscando contribuir para tornar São Leopoldo uma cidade melhor de se viver.


O “Amigos” iniciou a partir de uma causa: a preservação do Bosque São Francisco de Assis. Ele está sob a ameaça de ser destruído para a construção de duas grandes torres de apartamentos.


Para aqueles que não acompanharam nosso movimento desde o início, apresentamos mais uma vez o Bosque:



É uma área de 9.000 m² e se constitui num dos últimos recantos verdes situados na área central da cidade. O microclima do centro, depende da manutenção deste bosque para que as temperaturas no verão não subam ainda mais, para que o ar que se respira nesta região seja menos poluído, para que árvores nativas centenárias sejam preservadas e para que continue sendo um habitat para dezenas de espécies de pássaros.


No entanto, logo percebemos que a ameaça ao Bosque São Francisco não era um fato isolado.
Isso ocorre por existirem hoje muitas situações provocadas pela falta de planejamento urbano, o que gera também vários outros problemas seríssimos. São aspectos negativos que afastam a população de São Leopoldo da possibilidade de viver numa cidade mais humana, com características acolhedoras. Nós achamos que todos podem e merecem viver em uma cidade bem melhor.

E o Plano Diretor?


Plano Diretor é um documento com determinações definidas em consenso e que estabelece princípios, diretrizes e normas a serem utilizadas nas decisões a respeito do processo de desenvolvimento urbano. E os objetivos de tais determinações devem sempre apontar para uma cidade com a máxima qualidade de vida.


É devido ao atual Plano Diretor que São Leopoldo corre o risco de perder mais uma importante área verde em favor de dois grandes edifícios: O BOSQUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Um Plano Diretor deve responder a uma questão:
Que cidade queremos para o futuro?


Essa resposta deve satisfazer aos anseios da população e não de certos interesses econômicos e privados.

Mas no entanto, neste momento, o Plano Diretor está sofrendo uma revisão, sem a real participação da sociedade leopoldense. Fica então uma outra pergunta: será que as construtoras também estão de fora dessa discussão? Ou elas estão representadas, defendendo seus interesses?


Uma discussão aberta e transparente do Plano Diretor, que permita de fato a participação da população é o que obriga a lei federal “ESTATUTO DAS CIDADES”. Isto está sendo cumprido?


Você sabia que o atual Plano Diretor permite a construção de edifícios em qualquer bairro de São Leopoldo? O sol que ilumina sua casa ou apartamento está seriamente ameaçado. A brisa que refresca seu final de tarde de verão poderá acabar.  Isto já está acontecendo por toda a parte.


São muitos os pontos que podem estar sendo revisados à revelia dos leopoldenses. Não é possível que uma cidade continue sendo planejada, segundo os interesses econômicos de alguns poucos beneficiados.
Esperamos que o senhor prefeito torne público o que está sendo revisado no Plano Diretor, de que forma isto está sendo realizado, quem são as representações que integram o grupo de trabalho e que crie mecanismos transparentes e democráticos, permitindo assim, um debate público sobre este importante tema.