segunda-feira, 25 de julho de 2011

Por falar em São Leopoldo Fest


São Leopoldo teve a sua identidade roubada. No dia em que a cidade completa 187 anos desde a chegada dos primeiros imigrantes alemães, pouco se pode comemorar quanto a esse aspecto da cultura.

O berço da imigração alemã no Brasil já não tem muito a mostrar como patrimônio histórico. A preservação de sua história foi abandonada também pelo atual prefeito, Ary Vanazzi, irônicamente com formação em História.

Essa administração pensa que ao pintar o meio-fio das ruas com as cores da Alemanha está dizendo muito a respeito de suas origens. Na verdade ela está dizendo tudo sobre a triste realidade de ser uma cidade que a cada administração, tem o seu patrimônio cultural destruído.

O mais recente e grande desastre comandado pela prefeitura de São Leopoldo é a lamentável construção do centro administrativo em meio ao pouco que sobrou de seu centro histórico.
Pois essa administração está dando uma grandiosíssima contribuição no que se refere a esse descaso com a história da cidade. Apesar de todos os alertas, pedidos e apelos feitos por arquitetos, urbanistas e historiadores, o prefeito, como sempre, não deu qualquer atenção aos argumentos, empurrando goela abaixo (também como de costume) esse projeto absurdo.

E assim, a cidade está sendo ocupada; perdendo suas referências históricas e suas áreas verdes. Permitindo que se verticalize, a despeito de todos os alertas daqueles que lutam por uma cidade mais humana, mais saudável, mais prazerosa. Uma cidade que está ficando cada dia mais triste.

É por essa razão que o nosso movimento está mobilizado e discutindo com a população, a necessidade de mudanças urgentes no Plano Diretor. É esse documento que contém leis extremamente perversas, responsáveis por absurdos como esse, flagrado nas imagens abaixo. Como pôde ser permitido a construção deste prédio comercial - Spazio Oliva - na rua Bento Gonçalves, junto ao edifício Alpendre? Percebam o que fizeram com os apartamentos deste edifício.









Já que a construtora não se preocupou com a vida das pessoas que moram nesses apartamentos, esse papel deveria ser exercido pelo poder público. No entanto, a situação está aí, legitimada por quem deveria regulamentar situações deste tipo, olhando para o ser humano.
O Amigos do Morro do Espelho está debatendo com todos os interessados o que deve ser mudado do Plano Diretor para que posssamos ter a chance de almejar uma cidade agradável e interessante e não um local que está sendo loteado aos interesses exclusivamente especulativos.
Essa discussão aberta deveria ser promovida pela própria administração, mas ela não tem interesse nisso e alega que a maioria das pessoas não compreende esse tipo de assunto.
Nós pensamos diferente. Nós achamos que todos sabem bem o que pode ser nocivo para a sua vida, que todos sabem que situações como essa, registrada no centro da cidade, precisam ser evitadas.
Estamos discutindo o Plano Diretor e a prefeitura não poderá seguir promovendo a revisão dessa legislação apenas no interior dos gabinetes.
Vamos exigir que essa discussão seja transparente e aberta a toda a cidade desde já e não somente entre "os mais chegados".
sábado, 23 de julho de 2011

O Prefeito Vanazzi e o Guinness

Publicado na página 12 do jornal Zero Hora deste sábado:

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Eventos nebulosos

Como cidadão de São Leopoldo, não é fácil acompanhar as ações da administração municipal, tampouco os critérios que norteiam o trabalho dos vereadores. Afinal, não podemos nos satisfazer com a propaganda oficial ou mesmo com o pouco espaço que as notícias destes assuntos ocupam na mídia.

O ideal é existir um processo transparente que permita a todo o cidadão que tenha interesse, acompanhe o dia a dia do executivo e legislativo, possibilitando assim, uma efetiva participação.

O recente caso da compra do imóvel onde existia o antigo centro esportivo Imalas é um claro exemplo do quanto esse acompanhamento nos é dificultado.
Repentinamente esse assunto surgiu, mas já encaminhado para votação pela câmara, em regime de urgência. E o que é mesmo esse negócio?

Alega-se que o local onde são realizados hoje a São Leopoldo Fest e o Carnaval, não são adequados. Esse é o primeiro ponto que deve ser discutido e debatido, pois de uma hora para outra, essa questão tornou-se uma prioridade e, quase R$ 7 milhões, ainda que na forma de endividamento, foram disponibilizados. Por que esse valor? Por que, sem qualquer discussão, sem participação da população, foi decidido que aquele é o lugar ideal? Mas como que um local concebido para ser um centro de esportes, que tem uma estrutura para esse fim, torna-se o local ideal para um centro de eventos? Isso implicará em um gasto extra significativo – a reforma para adaptação do local – que nem mesmo foi estimada (especula-se mais R$ 5 milhões) e que, mesmo assim, os vereadores, em sua maioria, aprovaram! Ou seja, aprovaram um negócio sem saber o valor total envolvido!

Há muitos pontos a serem discutidos nesse assunto. Começa pela questão de prioridade desse investimento, ainda que possam ser justas as alegações de inadequação do local atual. Não seria melhor adquirir uma área e construir pavilhões, implantando uma estrutura apropriada para eventos?

Justifica-se a rapidez em concluir esse negócio, como garantia de que esse imóvel não será negociado com terceiros. Ora, há outras formas de segurar o negócio. Mesmo assim, por que esse projeto não foi divulgado para apreciação da população, para debate entre os vereadores, com maior antecedência? E se nisso surgem desconfianças, elas ocorrem justamente pela forma pouco clara que esse assunto está sendo conduzido.
Não é possível mais se aceitar que o dinheiro público seja usado em meio a processos nebulosos, onde não seja permitido um amplo debate com a sociedade.

Que esse episódio, caso seu desfecho seja, lamentavelmente, pela efetiva concretização do negócio, sem a permissão de um amplo debate, sirva pelo menos para que a população tenha de forma bem clara, como que estes, que estão ocupando importantes funções executivas e legislativas, se comportam no trato da coisa pública, até porque, daqui mais alguns meses, eles próprios estarão novamente nas ruas, atrás dos nossos votos.

R$ 7 milhões + a reforma de tudo isso. Isso é sensato?





Enquanto isso...


terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem sabe 7 milhões resolve?


Uma pequena lembrança, em meio a tantas necessidades...
Referência: Jornal Zero Hora.

Esgoto interno de hospital transborda no Vale do Sinos

Cozinha e dispensa no Hospital Centenário, em São Leopoldo, foram tomadas pela água suja

A chuva intensa que durou 1h20min registrada entre 22h e 23h20min de ontem (quarta) em cidades do Vale do Sinos, atingiu o equivalente a precipitações acumuladas ao longo de cerca de um mês na região.


Foram 40 milímetros que resultaram na elevação do nível de rios e arroios que alagaram ruas e pátios.

A situação mais grave ocorreu no Hospital Centenário, onde a rede interna de esgoto transbordou por volta das 22h30min, tomando o piso da cozinha e da dispensa.

COMPRA COM DINHEIRO PÚBLICO DE ÁREA PARTICULAR: tudo começou com com um simples milhãozinho!







Em março/2011, circulou na mídia a seguinte informação sobre área de eventos em São Leopoldo:


Vanazzi busca recursos para cobertura do Largo Rui Porto

São Leopoldo





O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, se reunirá em Brasília (DF) nesta quinta-feira, 24 de março, às 11h, com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia. Eles irão discutir a emenda parlamentar que irá repassar R$ 1 milhão para São Leopoldo. O recurso será destinado à construção da cobertura do Centro de Eventos no Largo Rui Porto.

A ideia do prefeito é de que a obra esteja concluída já para a São Leopoldo Fest em julho desse ano. “Vamos tornar o largo cada vez mais atrativo e confortável para grandes eventos. É o caso da São Leopoldo Fest, que marca a chegada dos primeiros imigrantes e é referência para a região. Nossa cidade merece esse investimento”, destacou.

Fonte: http://www.portalsaoleo.com.br/sao-leopoldo/vanazzi-busca-recursos-para-cobertura-do-largo-rui-porto


Nesse mesmo ano fatídico, outra publicação com mesmo teor, em meio a outra polêmica das parcerias:

Área do CPC estará liberada em 45 dias

Terreno vai abrigar novo prédio da Prefeitura até o final de 2011.






São Leopoldo - Em 45 dias, a área do antigo Centro de Pequenas Compras (CPC) estará preparado para o início da obra de construção do novo Centro Administrativo. O desmonte das estruturas metálicas começou esta semana. Ontem, o prefeito Ary Vanazzi (PT) esteve no local. ‘‘A cobertura é forte, de boa qualidade e será de grande utilidade no Largo Rui Porto, economizando investimento em mais de 2 mil metros quadrados e dando o pontapé inicial para o que será o futuro Centro de Eventos de São Leopoldo.’’ Conforme o secretário de Administração, Edvaldo Cavedon, os comerciantes do local serão transferidos para outras áreas.

Audiência pública

Fora do canteiro de obras, o novo prédio da Prefeitura está gerando discussões sobre estilo arquitetônico e preservação histórica. Na Câmara de Vereadores, está protocolado um pedido de audiência pública pelos estudantes de Arquitetura da Unisinos e Feevale, junto com a Associação de Engenheiros e Arquitetos do Vale do Sinos (AEA). Objetivo da audiência é discutir o projeto do Município, de sete andares, estilo enxaimel para abrigar todas as secretarias, como explica o prefeito Ary Vanazzi. Conforme o professor de Arquitetura, Fernando Pasquali, é possível construir um prédio de três andares, para ocupar toda a área, e abrigar todos os serviços, mas em sintonia com todo o entorno histórico.

Fonte: http://www.jornalnh.com.br/sao-leopoldo/263259/area-do-cpc-estara-liberada-em-45-dias.html

E enquanto isso, água para quê? Qualificação do Hospital? Equipar Escolas? Tratamento de esgoto? Não dá "negócios".

Dessa forma, não nos resta outra alternativa senão compará-los às palmeiras que estão espalhando pela cidade: sem função nenhuma, no lugar errado e muito caros.
sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quando há interesse, R$ 7 milhões tornam-se disponíveis rapidamente


Notícia publicada no Jornal Vale do Sinos de 8 de julho de 2011:



Sem debate, rapidamente, maioria da Câmara de Vereadores de São Leopoldo ajuda prefeito a gastar R$ 7 milhões para comprar um centro de esportes e gastar outra bagatela para transformá-la em um Centro de Eventos.

É ou não é um negócio da China?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Empurrando goela abaixo

Ao anunciar que ofereceu quase R$ 7 milhões pela compra da área do antigo Imalas e pede urgência na votação de mais este absurdo, a prefeitura de São Leopoldo demonstra mais uma vez seu estilo nada participativo de governar.

Com a justificativa de que o município não pode realizar festas sonorizadas com alto volume até o amanhecer, a atual administração de São Leopoldo pretende adquirir o imóvel onde já foi a antiga academia Imalas para criar ali um centro de eventos.
E esse polêmico projeto, a prefeitura pretende empurrar goela abaixo da população, como tem sido a maior parte de seus projetos.
Gostaria de ver no jornal Vale do Sinos, assim como costumam fazer quando há um grande prêmio acumulado na Mega-Sena, uma comparação, mostrando o que poderia ser feito com R$ 7 milhões. Certamente todos poderiam ter uma noção ainda maior de que essa pretensão é absolutamente descabida. Principalmente porque já podemos imaginar que ali estará sendo construído na verdade, um palanque eleitoral. E cabe ressaltar que o tal imóvel terá que sofrer uma gigantesca reforma, o que poderá custar a mais, cerca de R$ 5 milhões, especula-se.
E pior é ver o teatro sendo armado. A notícia do jornal que reproduzimos aqui, diz que a prefeitura levará os vereadores para conhecer o local, na tentativa de convecê-los a aprovar esse disparate. Como se ninguém soubesse que praticamente 100% da câmara de vereadores trabalha para respaldar esse governo, fazendo de conta que existe debate democrático nos projetos que são encaminhados pelo executivo. Queremos ver como a minoria que se identifica como oposição se manifestará contra mais essa truculência.
De momento, o que o nosso movimento procura fazer é tentar mostrar para as pessoas de que forma que age esse governo. Esse é mais um exemplo de como a verba de um município pode ser mal empregado.

Diante de uma situação dessas, convocamos a todos, que de uma forma ou de outra, compartilham conosco essa forma de ver a cidade, que se manifestem comentando aqui no blog, propagando a discussão através da internet, nas redes sociais, conversando com as pessoas e incentivando-as a entrar nesse debate, emitindo suas opiniões, mesmo que isso seja contra a vontade do senhor Ary Vanazzi.

Revisão do Plano Diretor

Motivados pela supressão de áreas verdes e matas nativas na nossa cidade para fins de especulação imobiliária, nós exigimos a imediata REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE SÃO LEOPOLDO!

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