domingo, 29 de maio de 2011

By Daggi


Amigos do Morro do Morro do Espelho: Uma Reflexão da amiga Daggi

Escrevi, ontem, à Presidência, um desabafo de quem já deseja MESMO o fim desta aberração civil que nos tornamos, para que se salve esta terra e aqueles que a habitam com dignidade, boa vontade, ética e zelo, ainda que sob a mira das tantas dificuldades que é ser brasileiro. De minha parte, preferia não ter este passaporte; preferia não ter passaporte algum e ser apenas um vivo no mundo, sem ânsias ou ganâncias.

Hoje, recebi um e-mail de um Deputado Federal, tentando esclarecer os trâmites do CF e suas dificuldades: a dificuldade de, claramente, dizer não ao crime. Infelizmente, estamos num ponto de tantos equívocos e baixo nível humano que é preciso acompanhar o bandido para ser ouvido. Ficou feio sermos dignos. Parece que é isto.

Não sei. Estou confusa e cansada. Vivi quase toda minha vida em trânsito, de um país a outro, vendo culturas, amando a arte e encontrando gente e, neste estado de vida, os valores se alteram. Desprendemo-nos à medida em que vivemos! Passamos a pensar - como diz o genial Cortella - no que podemos DEIXAR, já que não poderemos FICAR ou LEVAR.

Não estou em condições de avaliar a grandeza dos males deste momento, ou de ter sido Brasil desde sempre: fugi da ditadura, hoje fujo dos que dela fugiam... para onde? Vivi outros lugares e, sim, acho que os bens - como as florestas - deveriam ser patrimônio da humanidade: TODAS! Os governos jamais cuidarão delas. Falta-lhes amor e sobra-lhes ambição, esta coisa horrenda que nos faz cegos e famintos.

Acredito, sim, que precisamos de uma mobilização ampla, com consciência e pressão constantes, sem agredirmos - que de nada resolverá devolvermos o mal que recebemos. Os pacíficos morrem em minorias: se forem muitos - e sem as farsas que animam tantos territórios onde pisamos, se formos obssessivamente, loucamente honestos - no combate aos tantos jogos de poder que nos engolem, talvez, possamos contaminar a gigantesca falta de educação, de informação, de estrutura e bom senso que assola este monstro legislado e promover algum senso de cuidado sobre estas terras tão gentis. Costumo dizer: abençoadas terras, mutiladas pelo macho civil que cresceu Brasil! Algo precisa acontecer: a pacífica guerra de Gandhi, ou alguma outra coisa que como isto seja. Algo que nos tire deste estado de isolamento, que dilua esta medalha mundial medonha de sermos os campeões da diferença social - sabemos que isto é o maior alimento da violência e, HOJE - AQUI, nossa violência mata mais do que a FAIXA de GAZA. É fato! E sem contabilizarmos Florestas Mortas: apenas os humanos foram contados. Somos uma cultura de violências regada e alimentada pela extrema injustiça social. E ISTO É CULTURA!

Na verdade, acho que o fato é simples, mas de uma complexidade inaceitável: RECUO! Limites de ganância e cifras aos já ricos, porque é apenas o deslimite do desejo de poder e dinheiro que nos mata. E isto, aqui, tornou-se o motor sócio-político-cultural. CERTAMENTE, O PRINCÍPIO DE UMA CULTURA DE CRUELDADE E MORTE! Uma cultura de guerra, a corrente guerra do Brasil!

Que algum bom senso reste ao governo federal. E que saibamos seguir e ver caminhos de construir outras coisas. que desejemos ser outros... mutantes, amantes, enfim, humanos!

Daggi Dornelles
flores urbanas - estudos do corpo em arte e humanismo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

E agora, José CC irregular?

"...o correto, o justo e o mínimo que se espera é chamar todos os envolvidos, desde os gestores da irregularidade aos beneficiados, a devolverem os recursos pagos e recebidos ilegalmente."


Antonio Barcellos*




Pesquisas mostram que a Justiça não anda com tanto prestígio popular, mas muitos atos nos remetem à sua importância como ente regulador da sociedade. Se com ela as coisas são como são, imagine sem ela. Me refiro especificamente à coisa pública.

Pois há 4 anos São Leopoldo foi notícia nacional quando veio à tona a contratação de 372 funcionários sem concurso público (CCs) pela Prefeitura. Levantamento apontou que tínhamos mais CCs do que Porto Alegre, a Capital do Estado. Chegamos a ter seis secretários municipais residentes em Porto Alegre e outros municípios. Eram tantos carros de CCs circulando na Região que a BR 116 foi apelidada de “rota das estrelas”. O Ministério Público agiu, e a vitória veio na Justiça em 2010, com a exoneração de todos. Motivo: irregularidade quanto ao número e às funções exercidas.

Houve esperneio, corre-corre, redações de novas leis visando defender a preservação da espécie, geralmente contratados para contemplar favores políticos. Houve recurso por parte da Prefeitura, mas agora a sentença final confirma a irregularidade. A Justiça pode até ter tardado, mas não falhou.

Foram meses, anos de pagamentos e recebimentos salariais ilegais, sangrando os cofres públicos, em cargos que não se imagina que serventia têm à sociedade.

Em 1° de maio de 2010 publicamos no Jornal VS um artigo com o título “São Léo, a mãe dos CCs”, que se transformou numa verdadeira bomba nos corredores do Executivo e Legislativo. O artigo teve até reprodução impressa e distribuição na cidade. Chegaram muitos elogios por e-mail, a maioria destacando algo como “coragem” de escrever o que todos pensavam. Mas o que é isso? Se lutamos ao lado dessas pessoas pregando abertamente a liberdade de imprensa e de expressão, agora estariam elas contra o direito apontar os seus erros? De qualquer forma, nos confortou o apoio recebido.

Chegou uma crítica apenas. Também no Jornal VS, poucos dias depois, curiosamente vinda de um ocupante do alto escalão, funcionário com salários pagos por nós, contribuintes. Embriagado com os atributos do poder, revelou-se indignado e contestou a defesa popular da seriedade, em artigo escrito pela assessoria técnica. Como num julgamento, tentou desqualificar a testemunha, alegando serem críticas descabidas para atos inexistentes. Nada mais do que o esperado. O reconhecimento do erro e o pedido de perdão só são pertinentes aos homens de bem. O que será dito agora? Que a Justiça é tendenciosa e parcial?

Ora, ora... Tem gente que ainda acha que a população é otária, e que só serve para votar e perpetuá-los no poder. Que ser homem público é agir de acordo com o próprio interesse e dos que os cercam. Eles esquecem que seus cargos pertencem aos eleitores e que político não é profissão, mas condição de trabalho voluntário à sociedade, em troca de ajuda de custo, embora com suas próprias decisões, a ajuda foi transformada nos melhores empregos do mercado.

Sempre se perguntou por que o serviço público é minado por desvios e falhas administrativas de primeira grandeza. A resposta pode estar na falta de controle, mas também na impunidade. E a impunidade ao ilícito só estimula novas transgressões pelos próprios ou por seus seguidores.

Neste caso dos CCs, o correto, o justo e o mínimo que se espera é chamar todos os envolvidos, desde os gestores da irregularidade aos beneficiados, a devolverem os recursos pagos e recebidos ilegalmente. São recursos que fazem falta nas escolas, para melhorar a remuneração e contratar mais professores, que são os alicerces da educação. Para a saúde, com a modernização do Hospital Centenário e a contratação de mais médicos para os postos, diminuindo as longas horas na madrugada para retirar fichas de atendimento. Para recuperar as nossas praças abandonadas, melhorar as vias e investir em segurança. O dinheiro público é sagrado e deve ser tratado como tal.

*Antonio Barcellos é jornalista
terça-feira, 17 de maio de 2011

Apoio à manutenção integral do Horto Florestal

Texto publicado no jornal VS de 17 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Você recomendaria alguém a fazer turismo em São Leopoldo?


Seria de fato um grande absurdo se São Leopoldo figurasse entre as cidades pré-selecionadas a receberem alguma delegação estrangeira para a Copa 2014.
Deve ser no mínimo curioso saber como a cidade foi vendida para a FIFA na intenção de receber uma seleção alemã, por exemplo, jornalistas de vários países, turistas ávidos por conhecer esta parte do Brasil, não só comprando, mas usufruindo seus aspectos culturais.

Mas como recomendar a cidade, dizendo ser ela o berço da imigração alemã no Brasil, se estão pouco a pouco apagando os vestígios que restam daquela época? 

Quem sabe falar sobre uma cidade que desenvolve-se com sustentabilidade? Será que cola? Difícil, afinal convivemos com uma enorme vergonha que é o pobre Rio dos Sinos.

Parques e praças bem cuidadas, passeios de bicicleta para conhecer a cidade, programação intensa em generosos espaços culturais, ruas e avenidas limpas e bem sinalizadas... seriam esses itens possíveis de serem mostrados como um cartão de visitas da cidade?

Pois São Leopoldo foi avaliada por um organismo internacional, a FIFA, e não passou nem da fase classificatória. Na verdade, esta é uma cidade que se descredencia inclusive a manter seus próprios habitantes que gostariam de viver num lugar onde a plena qualidade de vida fosse o seu rumo.

Valeu FIFA. Livrou muitos turistas de 2014 dessa grande roubada.

Revisão do Plano Diretor

Motivados pela supressão de áreas verdes e matas nativas na nossa cidade para fins de especulação imobiliária, nós exigimos a imediata REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE SÃO LEOPOLDO!

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