quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Plano Diretor - O momento que nos restou é esse

O objetivo maior que um Plano Diretor pode garantir é aquele em que a ocupação do território permita a toda a população ter uma qualidade de vida superior.
Por maiores que sejam as ações públicas de descentralização, o bairro centro de São Leopoldo é o grande ponto convergente da maior parte das atividades de todos que moram ou visitam a cidade.

Para que milhares de pessoas que circulam pela área central encontrem nessa região um ambiente agradável e que não agrida a saúde, é fundamental a preservação e a ampliação da cobertura verde nos bairros adjacentes.

Na próxima sexta-feira, dia 18/11, 19 horas, na Escola Gusmão Brito, ocorrerá a 1ª audiência pública, promovida pela prefeitura municipal, para discussão do Plano Diretor com a população.

O momento de nos fazer ouvir é esse. Podemos ter nossas suspeitas, nossas desconfianças, mas o jogo estabelecido é esse e não podemos nos omitir nesse momento, pois do contrário, não teremos legitimidade alguma em discutir esse assunto no futuro e nem mesmo reclamar por qualquer aspecto negativo que a cidade possa apresentar em relação ao Plano Diretor.

Portanto, conclamamos a todos que desejam que esta cidade ofereça um ambiente digno às futuras gerações, que compareçam em peso à Audiência Pública.

 
quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Nova tragédia sendo anunciada

Bastaram algumas semanas de escassas chuvas para que o nível do Rio dos Sinos voltasse a expor seu estado agonizante. Segundo a matéria publicada no Jornal VS de hoje, dia 27, com o curto período de escassas chuvas que tivemos nas últimas semanas, o Sinos estava com o índice de oxigênio, aquém do mínimo de 2mg/l, quantidade essa que considera a condição crítica. A matéria relata que há mais de 150 empresas potencialmente danosas ao rio. Certamente essas empresas, são incluídas nas estatísticas econômicas que tentam demonstrar a pujança da região em termos de empregos, faturamento, etc.
Existe alguma inteligência nisso? De que adianta termos estas empresas poluindo diariamente o rio que nos abastece de água, onde a vida insiste em se manter, mesmo em condições tão precárias?
Como sempre falta aquela atitude que faz a diferença. Governos, a grandiosa maioria deles, seja de qual partido for, costumam ficar só no entorno, apenas na casca, fazendo de conta que algo está sendo feito. Mensalmente tomamos conhecimento de reuniões, aqui e lá, entre prefeitos da Bacia do Sinos, nos iludindo que alguma atitude está sendo tomada.
A prova está aí, mais uma vez. A ameaça paira. E o verão, estação onde ocorrem períodos mais frequentes de seca, ainda nem deu as caras. Mais uma vez, a vergonha da mortandade está sendo anunciada.


Consumo responsável

Neste importante artigo publicado no Jornal VS, a autora, a professora Débora Machry deixa claro que uma prática de consumo consciente é o início para que possamos, cada um de nós, tratar a questão do lixo de forma sustentável. Somente esse comportamento fará com que também todas as empresas passem efetivamente a dar a devida importância ao descarte de resíduos sólidos em toda a cadeia produtiva.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Acompanhamento de Publicaçãol Legal - Fonte - JC


Importante para a população visualizar
sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desmatamentos em São Leopoldo: crimes premeditados?

Em pouco tempo, estaremos pesquisando se será possível a existência de vida na terra. Em São Leopoldo, a situação anda dramática. O negócio por aqui é lotear!!!Porque será? Muito dinheiro circula num processo de loteamento. Dinheiro público bruto, grosso mesmo! As máquinas públicas derrubam a vegetação, abrem buracos e aterram, com escavadeiras, tratores, esteiras, tombadeiras. Os cofres públicos se abrem às tubulações de concretos de grande bitola, ao calçamento de concreto, às tubulações de água e luz. E quem receberá toda essa grana, acumulada pelo suor daqueles que sofrerão a falta de tudo? De quem são os lotes? Dos "amigos" do momento! No fim, a comunidade é obrigada a patrocinar o seu próprio sofrimento. Ainda bem que por aqui, resiste um sentimento de comunidade capaz de discernir, gente capaz e instruída, ao ponto de reproduzir textos como o publicado hoje no jornal VS e replicado aqui (clique na imagem para ampliar). Obrigado Renato Petry Leal, pela excelente orientação sobre o tema Horto Florestal.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - Parte III

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".





E foi nesse capítulo que São Leopoldo começou o seu pior momento no planejamento urbano. Claramente, o atual Plano Diretor foi transformado e construído para legitimar o movimento das "grandes" construtoras e imobiliárias, na tentativa de legalizar as possibilidades de conluios com a gestão pública, na tentativa de assumir o papel de patrocinadores de campanhas. É a grande chance do "poder" se abraçar com o capeta e trair o seu eleitorado com algumas cestas básicas... Espigões são espichados em áreas antes prioritárias para construções de casas e áreas verdes valiosíssimas. Estão dando chance ao terrorismo, e as pessoas da cidade estão assustadas, acuadas, querendo sair, porque sua história está sendo soterrada por toneladas de concreto.


sobre a frase inicial,

é da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), referindo-se sem dúvida à sociedade soviética de então, mas lançando um alerta cada vez mais atual.


sábado, 17 de setembro de 2011

Prefeitura torra o dinheiro público comprando imóveis encalhados


Em dezembro de 2005, o prefeito Ary Vanazzi anunciou a compra da antiga fábrica de correntes da Gerdau no bairro Rio dos Sinos por mais de R$ 2 milhões a fim de instalar naquele local um Centro de Eventos. Passados quase 6 anos, o ainda prefeito Ary Vanazzi compromete mais R$ 7 milhões comprando o antigo Imalas utilizando a mesma justificativa: um Centro de Eventos. Outro Centro de Eventos.
Isto é fato, publicado no site da prefeitura municipal: siga este link.

Vamos tentar adivinhar qual será a explicação para isso?




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dia da Árvore - Pela Preservação do Horto Florestal!


Artigo no Jornal VS pela Preservação do Horto Florestal

Publicado em 14 de setembro de 2011



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - Parte II:

Num raro momento, tivemos a luz de consciências legitimamente humanas, na condição de representantes políticos, aparentemente CAPACITADOS E HABILITADOS a criar e aprovar uma lei para a dignidade da condição de vida, com cultura, aproveitamento natural, economia, lógica, limites, dimensionamento, realidade. Assim é o Estatuto das Cidades. Mas sem raridade nenhuma, sendo do senso comum, vaidades político-partidárias (analfabetismo político e democrático), ainda prevalecem e sucumbem aos fora da lei, corruptos e bandidos de colarinho branco, com seus contratos e projetos devastadores e saqueadores da história e qualidade das cidades: povo que não cuida de suas heranças, não tem presente nem futuro. A vaidade do pseudo poder de ser representante executivo ou legislativo, abafa a verdadeira razão do ofício. Cobra-se do povo um preço muito alto pela confiança, porque por aqui, confiança é mais um imposto a pagar! Quem deve sentar na mesa para negociar é a comunidade. Ou não confiam na comunidade?



E POR AQUI, CONSTREM PRÉDIOS DE 18 ANDARES, ATERRAM BANHADOS E NASCENTES, ELIMINAM ÁREAS VERDES GIGANTESCAS. É QUE OS CONCEITOS DE BEM COLETIVO, SEGURANÇA, BEM-ESTAR E EQUIPIBRIO AMBIENTAL NÃO ESTÃO BEM CLAROS E SÃO INTANGÍVEIS DIFÍCEIS DE SE TRANSFORMAR EM CONTRATOS $$$$... E SE NÃO TEM CONTRATOS, PARA QUE ME ELEGER?



SE PELO MENOS DESSEM UMA LIDINHA NISSO, AO MENOS UM CONSTRANGIMENTOZINHO DEVERIA DAR NAQUELES QUE TEM A RESPONSABILIDADE DE ADMINISTRAR O BEM PÚBLICO.
ALGUÉM SABE QUAL É O DIMENSIONAMENTO DE SÃO LEOPOLDO? QUANTO PODE CRESCER? QUANTO É CAPAZ DE ABSORVER NOVAS OBRAS? ONDE ESTÃO AS NASCENTES? O QUE DEVE SER PROTEGIDO? O TEMPO DE VIDA DAS ESTRUTURAS ATUAIS? QUAL É O LIMITE DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL? O EXECUTIVO E O LEGISLATIVO ESTÃO SENDO IRRESPONSÁVEIS!

LENDO ISSO, NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA LEI DESSAS EXISTE! OU NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE EXISTA GESTÃO PÚBLICA BASEADA NA LEI?

QUANTOS JÁ BATERAM NA PORTA DA PREFEITURA DE SÃO LEOPOLDO PARA SOLICITAR ESSE DEBATE EM OBRAS QUE ESTÃO EM ANDAMENTO? VIDE O MORRO DO ESPELHO SAQUEADO DE SUA NATUREZA E PERFIL DE BAIRRO COM EXCELENTE QUALIDADE DE VIDA! VIDE O SÃO JOSÉ! VIDE O PADRE REUS! O CRISTO REI! VIDE A SAGA SOBRE O HORTO FLORESTAL, PATRIMÔNIO NÃO SÓ DE SÃO LEOPOLDO, MAS DE VÁRIAS CIDADES DA ZONA METROPOLITANA. É LÓGICO QUE LOTEAR 55HA RENDERÁ BELOS CONTRATOS COM EMPRESAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E EMPRESAS DE OBRAS, PARCEIRAS DE CAMPANHAS POLÍTICAS, QUE HOJE MORDEM MILHOES DO ORÇAMENTO ANUAL DO MUNICÍPIO. E A GRANA SÓ SAI, SEM QUE CONSIGAMOS IDENTIFICAR NADA, A NÃO OUTDOORS MARQUETEIROS EM VIAS DE GRANDES MOVIMENTAÇÕES.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Carta Aberta ao Senhor Reitor da Unisinos

Manifesto publicado pelo Movimento Horto Preservado, que o Amigos do Morro do Espelho apóia







Carta aberta ao Senhor Reitor da Unisinos, Padre Marcelo Fernandes de Aquino

Fomos informados pelo Jornal VS de 2 de setembro último que o Tecnosinos pretende “apropriar-se” de uma área de 55 hectares do Horto Florestal Padre Balduíno Rambo com a finalidade de abrigar 300 novas empresas de tecnologia da informação. Nada temos contra o Tecnosinos ou contra a tecnologia, muito menos contra o protagonismo da Unisinos no investimento em inovação, empreendedorismo ou geração de emprego e renda para a juventude. Entretanto, custa-nos acreditar que a Unisinos tenha decidido assumir publicamente a responsabilidade pela destruição de qualquer parte desta mata viva, cheia pássaros, répteis, pequenos mamíferos e insetos da mais variada ordem, inclusive as cada vez mais raras abelhas silvestres, derrubando árvores e arbustos nativos que contam mais de cinquenta anos de convivência com os exóticos e magníficos eucaliptos que enfeitam, purificam e perfumam o ar que todos nós respiramos diariamente.
Da Universidade espera-se o exemplo na preservação da natureza, isto é, educação ambiental. Os argumentos que vêm sendo utilizados para justificar tal barbárie são frágeis e insuficientes, quando não absurdos e inverídicos. A mata local não está se “depreciando” como afirma a diretora do Tecnosinos, Susana Kakuta. A mata está viva, basta deixar o mato crescer em paz, é um absurdo falar em depreciação da floresta por mantê-la intacta. Não há um único ponto de invasão em todos os 55 hectares de floresta, apesar de os órgãos responsáveis, — a Fundação Zoobotânica e o Governo do Estado —, manterem a área sem cerca nem calçada, sem guarda montada ou qualquer tipo de segurança, como seria sua obrigação.
O Horto Florestal que estamos ameaçados de perder foi oficializado em lei pelo Governador Leonel Brizola em 1959, a partir de estudos realizados pela Assembleia Legislativa, com o aval do então Deputado Paulo Brossard de Souza Pinto e o incondicional e decisivo apoio do Padre Jesuíta Balduíno Rambo, uma autoridade inquestionável, precursor do ambientalismo no Brasil. Tanto que em 2002 o Governador Olívio Dutra assinou decreto dando ao Horto o nome do padre que, em seus escritos à época já alertava para o “imediatismo inconsiderado no esbanjamento dos nossos recursos naturais”. O que diria o estudioso padre hoje, ao ver seus irmãos de congregação conspirando junto a políticos e empresários para derrubar as árvores e transformar num aglomerado de indústrias o Horto Florestal que tão justamente leva seu nome?
Ilustre Senhor Reitor, apelamos para sua sensibilidade e sabedoria, sua espiritualidade e sua responsabilidade nesta questão. É de sustentabilidade que estamos falando, há muitas vidas em jogo, animais e vegetais, há o futuro e a saúde de toda uma comunidade, há o exemplo de preservação a ser dado por quem tem obrigação de dar exemplo, promover e defender a vida e as futuras gerações. Por certo há alternativas em outras áreas da cidade, construções verticais que ocupem menos espaço físico, áreas que realmente precisem de gestão ambiental e reflorestamento. Há autoridades científicas dentro da própria Unisinos capazes de encontrar soluções melhores que esta para os problemas de expansão do Tecnosinos.
Somos pessoas anônimas em defesa da floresta. Queremos o Horto preservado. Contamos com seu apoio na luta pelo cercamento do parque, pela implantação de um sistema de segurança que permita aos professores e alunos da Unisinos estudarem a mata e as incontáveis espécies biológicas que aqui encontraram refúgio. Precisamos da sua ajuda na implantação de um jardim botânico ou de um parque público sustentável e digno do nome jesuíta que leva. Para que a sociedade local possa orgulhar-se de seu bairro, de sua cidade e de sua Universidade.
Muito obrigado,
Movimento Horto Preservado – São Leopoldo, 14 de setembro de 2011.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estatuto das Cidades - parte I: Na prática, a teoria é outra!

Estatuto das Cidades é uma Lei Federal, descumprida em todas as instâncias, principalmente porque prioriza a participação das grandes construtoras e afasta a população da discussão de sua criação. É a hora da prova real, quando as parcerias público-privadas, financiadoras de campanhas eleitorais, tem a oportunidade de colocarem suas cartas na mesa. Olhe para o Plano de Diretor da tua cidade, e descubra o pano de fundo desses acordos. A seqüência de imagens (slides de trabalho da comunidade de São Leopoldo para conscientização da comunidade) é um resumo dos principais pontos.








terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Amigos do Morro do Espelho e o Plano Diretor

“Amigos do Morro do Espelho” é um movimento sem qualquer vinculação partidária, que busca participar da vida da cidade, questionando, formulando proposições e buscando contribuir para tornar São Leopoldo uma cidade melhor de se viver.


O “Amigos” iniciou a partir de uma causa: a preservação do Bosque São Francisco de Assis. Ele está sob a ameaça de ser destruído para a construção de duas grandes torres de apartamentos.


Para aqueles que não acompanharam nosso movimento desde o início, apresentamos mais uma vez o Bosque:



É uma área de 9.000 m² e se constitui num dos últimos recantos verdes situados na área central da cidade. O microclima do centro, depende da manutenção deste bosque para que as temperaturas no verão não subam ainda mais, para que o ar que se respira nesta região seja menos poluído, para que árvores nativas centenárias sejam preservadas e para que continue sendo um habitat para dezenas de espécies de pássaros.


No entanto, logo percebemos que a ameaça ao Bosque São Francisco não era um fato isolado.
Isso ocorre por existirem hoje muitas situações provocadas pela falta de planejamento urbano, o que gera também vários outros problemas seríssimos. São aspectos negativos que afastam a população de São Leopoldo da possibilidade de viver numa cidade mais humana, com características acolhedoras. Nós achamos que todos podem e merecem viver em uma cidade bem melhor.

E o Plano Diretor?


Plano Diretor é um documento com determinações definidas em consenso e que estabelece princípios, diretrizes e normas a serem utilizadas nas decisões a respeito do processo de desenvolvimento urbano. E os objetivos de tais determinações devem sempre apontar para uma cidade com a máxima qualidade de vida.


É devido ao atual Plano Diretor que São Leopoldo corre o risco de perder mais uma importante área verde em favor de dois grandes edifícios: O BOSQUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Um Plano Diretor deve responder a uma questão:
Que cidade queremos para o futuro?


Essa resposta deve satisfazer aos anseios da população e não de certos interesses econômicos e privados.

Mas no entanto, neste momento, o Plano Diretor está sofrendo uma revisão, sem a real participação da sociedade leopoldense. Fica então uma outra pergunta: será que as construtoras também estão de fora dessa discussão? Ou elas estão representadas, defendendo seus interesses?


Uma discussão aberta e transparente do Plano Diretor, que permita de fato a participação da população é o que obriga a lei federal “ESTATUTO DAS CIDADES”. Isto está sendo cumprido?


Você sabia que o atual Plano Diretor permite a construção de edifícios em qualquer bairro de São Leopoldo? O sol que ilumina sua casa ou apartamento está seriamente ameaçado. A brisa que refresca seu final de tarde de verão poderá acabar.  Isto já está acontecendo por toda a parte.


São muitos os pontos que podem estar sendo revisados à revelia dos leopoldenses. Não é possível que uma cidade continue sendo planejada, segundo os interesses econômicos de alguns poucos beneficiados.
Esperamos que o senhor prefeito torne público o que está sendo revisado no Plano Diretor, de que forma isto está sendo realizado, quem são as representações que integram o grupo de trabalho e que crie mecanismos transparentes e democráticos, permitindo assim, um debate público sobre este importante tema.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Revisão do Plano Diretor:
Um momento crucial para São Leopoldo

Na parte de cima desta foto de São Leopoldo,  percebe-se a área verde do Colégio São José.
Aquele lugar não existe mais. O atual Plano Diretor permitiu a supressão daquele mato. 

A manutenção e a criação de áreas verdes são fundamentais para termos um espaço urbano qualificado quanto ao bem estar das pessoas. São essa áreas que oferecem condições para a tão almejada qualidade da vida urbana, pois elas atuam nas questões físicas e mentais do homem, constiuindo-se em verdadeiros oásis em meio ao cimento e o asfalto, diminuindo o calor, melhorando a qualidade do ar, oferecendo-se como espaços de refúgio às pessoas, que contam com estes ambiente para momentos de lazer, descanso e recreação. Esta áreas significam muitas vezes a oportunidade que resta de contato com a natureza, para muitas pessoas.

Não há nada de novo nessas constatações. Todos sabemos que de fato, cada vez mais, os espaços verdes urbanos são vitais. A região central de São Leopoldo necessita preservar e investir na recuperação e qualificação do que resta destas áreas. São os bairros adjacentes ao centro, aqueles que ainda dispõe de terrenos arborizados com árvores de grande porte, inclusive com alguma fauna.

Estamos num momento crucial. O avanço dos empreendimentos da construção civil ocorre com a total permissão da administração atual, que está amparada no Plano Diretor que está em vigor. Poucos sabem, mas neste momento está sendo elaborada a revisão deste Plano. Uma revisão que ocorre no interior dos gabinetes. Se há representação da população neste processo, ela é insignificante em número.

No entanto, por parte do setor da construção civil, do setor imobiliário, todos sabem que a pressão exercida é total. É preciso haver um reordenamento dessas forças. São as pessoas que vivem em São Leopoldo a razão desta cidade. A lógica está invertidda. Esta cidade está se desenvolvendo em acordo com os interesses de alguns poucos, alguns empresários da construção civil. Eles defendem seus interesses econômicos acima de qualquer coisa, em detrimento total e absoluto do ser humano. Em quais condições as novas gerações viverão nesta cidade, não estão sendo levadas em conta. No atual curso, o mínimo que resta de verde, em pouquíssimo tempo, deixará de existir.

Hoje, o jornal VS traz o anúncio da Câmara de Vereadores, informando sobre Audiência Pública, que tratará sobre projeto de lei encaminhado pela prefeitura, instituindo 11 Áreas de Especial Interesse Ambiental. Esta é uma ocasião preciosa para que todos possam perceber como os vereadores da cidade legislam nessas questões. Já de antemão temos pelo menos duas dúvidas: a prefeitura excluiu alguma importante área desse projeto? E em defesa de quais interesses esta audiência foi solicitada?

A audiência pública ocorrerá nesta quinta-feira, 1º de setembro de 2011, às 17:00hs, no Plenário da Câmara Municipal de São Leopoldo.Todos que puderem estar presente para defender o que ainda resta de importante em termos ambientais, por favor, esteja presente. O Amigos do Morro do Espelho estará lá. Estejam conosco, pela cidade
sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Imigração Alemã no Brasil: Algumas Referências

Num processo de análise de situação, ter referências é fundamental, e referências em condições culturais similares. Por isso, firmamos base no município de Santa Cruz do Sul, cuja fundação da colônia alemã ocorreu apenas 22 anos após a colonização de São Leopoldo, no ano de 1847. Analisemos então, muito rapidamente, alguns pontos da cidade:

Praça da Bandeira:







Gramado conservado e cortado em zona central da cidade, com vegetação nativa acolhedora. Fazendo jus ao nome, a bandeira do Brasil está civicamente hasteada, num gesto de respeito e reconhecimento a um pertencimento maior.




O cuidado com o olhar da cidade para suas principais referências, mantém a história no cotidiano de seu povo, gerando valor e identidade. Sim, as imagens estão fixadas numa lixeira da praça.




Ainda na praça da bandeira, um monumento à independência do Brasil, conta mais história, mantém cultura nos olhos e sentimentos, e atrai turistas.




Prédio neoclássico, ainda na Praça da Bandeira, com ferramentas de atendimento à comunidade. Equipamentos de qualidade para acessibilidade e apoios emergenciais.

Homenagens à pessoas da comunidade, professores, estão por toda a cidade. A história é o presente na cidade.

PRAÇA GETULIO VARGAS





A praça Getúlio Vargas é a principal praça da cidade (dentre muitas outras). Todos os equipamentos instalados são mantidos manutencionados e operam todos os dias, como luminárias em postes, chafariz e banheiro público Masculino e Feminino.



Calçadas conservadas, monumentos em bronze, arborização. Tudo se mantém, com a operação de dois funcionários fixos em horário comercial e três funcionários operando em escala de turnos. Todos funcionários públicos concursados.




Para contextualizar e buscar a similaridade com a cidade de São Leopoldo, é importante dar uma retomada nas publicações anteriores desse blog, sobre praças e centro histórico (embora ainda não tenhamos explorado centro histórico em Santa Cruz do Sul), para auxiliar a interpretar os seguintes números (click na imagem para ampliá-la):




No quadro acima (dados de 2010 do IBGE), estão publicados as arrecadações dos principais tributos aplicados às populações de São Leopoldo e Santa Cruz do Sul, sendo o total, o somatório destas e de outras receitas. Na mesma imagem, também estão as principais despesas e o total. Aqui, uma conclusão importante: com muito menos ( a metade da receita ), a cidade de Santa Cruz do Sul (730km²) mantém a infra-estrutura cultural e de lazer, numa área territorial 7 vezes maior que São Leopoldo (102km²).

A seguir, o ranking dos 15 principais contratos dos dois municípios em 2011 (fonte site do TCE):

São Leopoldo:
Os principais contratos estão em salários, coleta de lixo e construtoras.


Santa Cruz do Sul
Os principais contratos estão nos salários, Hospitais, Educação e coleta de lixo.



Agora, o que não foi possível comparar entre as duas cidades foi o pagamento de multas de trânsito e salário educação, PELO MUNICÍPIO, à empresa privada?????? Assim está lá no TCE:





São Leopoldo pagou multa de trânsito e salário educação para uma empresa privada do ramo de construção civil?

Aos que acompanham os movimentos de São Leopoldo, o que justificaria tantas diferenças em prioridades de investimentos, destinos da verba pública, infra-estrutura, em cidades fundadas pela mesma cultura, numa mesma época?