quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

São Leopoldo está mentindo! Que me perdoe o Santo!




Audiência Pública em São Leopoldo: para quê?

A audiência pública é uma das formas de participação e de controle popular da Administração Pública no Estado Social e Democrático de Direito. Ela propicia ao particular a troca de informações com o administrador, bem assim o exercício da cidadania e o respeito ao princípio do devido processo legal em sentido substantivo. Seus principais traços são a oralidade e o debate efetivo sobre matéria relevante, comportando sua realização sempre que estiverem em jogo direitos coletivos. A legislação brasileira prevê a convocação de audiência pública para realização da função administrativa, dentro do processo administrativo, por qualquer um dos Poderes da União, inclusive nos casos específicos que versam sobre meio ambiente, licitações e contratos administrativos, concessão e permissão de serviços públicos, serviços de telecomunicações e agências reguladoras. Constitui, ainda, instrumento de realização da missão institucional do Ministério Público e subsídio para o processo legislativo e para o processo judicial nas ações de controle concentrado da constitucionalidade das normas.

Mas em São Leopoldo, para que serve? Quando ninguém vai, se decide sempre pelo pior para o coletivo, num processo de traição aos que depositaram confiança no voto, e quando vamos, alguém tem a cara de pau de dizer que fomos tarde de mais, ou qualquer outra argumentação que diminua o interesse coletivo. Pessoal, parece um filme de terror, que no final poderá mostrar o pior momento administrativo da história de São Leopoldo. Ontem, após convocação da SEMMAM para Audiência Pública, que não sabemos até agora sobre o que deveria tratar e para que servirá, simplesmente não fomos ouvidos, porque parece que estamos errados mediante a opinião dos administradores públicos e de minorias econômicas, pobres de razão e discernimento. Preparem-se para as notícias nos jornais, que divulgarão que a Audiência Pública do dia 29/12/2010 (que data não acham?) estava lotada e decidiu o futuro de São Leopoldo! Preparem-se para mais esta informação nos jornais locais, mas em data que atinja o maior número de pessoas possível e que dirá mentiras, porque as pessoas lá presentes levantaram questões ambientais, crimes, obras irregulares, assassinato da natureza, mas que de nada servirá à administração pública. É MELHOR QUE SAIAM DAÍ, ENTREGUEM SEUS CARGOS PARA QUEM QUEiRA TRABALHAR. TUDO PARECE MENTIRA, TRAIÇÃO, ENGANAÇÃO, FINGIMENTO. SAIAM. NÓS NÃO PRECISAMOS DE GENTE COMO VOCÊS!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Comprovação do Corredor de Vento

Os ventos que passam pelo Morro do Espelho (com som)

O Corredor de ventos litorâneos avança pelas cidades gaúchas e em uma pequena parte da área urbana de São Leopoldo, acaricia a mata do Bosque São Francisco de Assis, recolhendo o ar renovado e refrigerado pelas pomposas copas das árvores alí plantadas ha centenas de anos, para levar ao centro e outras localidades próximas. O crime de derrubar esta mata e instalar duas espigas de 17 andares deve ser evitado. Se não for evitado, deverá ser punido!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vigilância do Bosque ON LINE - Imagens ao vivo 24hs




A tecnologia a favor do meio ambiente e do bem estar social. Acompanhe ON LINE as imagens AO VIVO do Bosque São Francisco.

REVIVENDO A GUERRA FRIA


Imagem do Bosque São Francisco - Morro do Espelho

Depois da Audiência Pública do dia 06/12/2010, ministrada pela Associação Amigos do Morro do Espelho na Câmara Municipal de São Leopoldo, para tratar da preservação de matas nativas no Morro do Espelho, abordando, inclusive, o corredor de ventos litorâneos que passam por aquela região, vejam o trecho de notícia divulgada pela SEMMAM, veiculado no site da Prefeitura:

...O secretário também adianta que a última audiência pública do ano ocorrerá no dia 29 de dezembro, às 18h30, na Câmara de Vereadores. O tema a ser debatido é a preservação da mata nativa localizada no corredor de eventos da região sudeste do Município. "Evitaremos a construção de prédios lá para que a cidade tenha um clima mais ameno no verão", destaca.

O detalhe é que esta audiência tratará do mesmo assunto em discussão no Bairro Morro do Espelho, para o Bairro Pinheiros ( o que não deixa de ser importante, evidentemente).
Mas qual parece ser o espírito umbraliano desta informação? A velha técnica da Contra-Informação, tão utilizada pelos camaradas soviéticos. Parece que pretendem desviar a atenção do trabalho que tenta evitar crime ambiental no Morro do Espelho e que prejudicará milhares de pessoas, puxando o braseiro para o assado, de forma a confundir a população desinformada.

Prezados, há indícios de que estamos no meio de uma guerra fria e que esta contra-informação sugere que o município está advogando em favor de grandes construtoras.
No mesmo movimento, percebam que a Câmara Municipal, com a maioria governista, aprovou a lei que desobriga a publicação de importantes decisões de interesse público em jornais de grande circulação, sob a alegação de economia financeira...
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Passeio Pelo Bosque São Francisco

Passeio pelo Bosque São Francisco

Dê um passeio virtual pelo Bosque.

Na oração que podes fazer durante o passeio, peça a volta de Lutero, para que ele veja o que estão fazendo em nome dele!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tratamento de Esgoto - Feitoria

Onde está a verdade sobre a questão do tratamento de esgoto de São Leopoldo?



Querem matar São Leopoldo!


Grandes Edifícios e os Efeitos Climáticos em São Leopoldo

Um Plano Diretor tendencioso e nada popular, mascara a livre circulação de grandes construtoras, por todas as regiões de São Leopoldo. Não é de duvidar, que um arquiteto, com uma doença psicótica e com o ego do tamanho de seus espigões, projete e construa um edifício no leito do Rio dos Sinos, e que num gesto não menos doente, típico de políticos parceiros e amigos do alheio, o projeto seja aprovado.
Aliás, um edifício no leito do Rio dos Sinos, na atual situação, poderia até ser classificado como "ecologicamente correto", se tomarmos por base o que grandes construtoras andam divulgando nos anúncios de seus empreendimentos, pois diminuiria o caminho do esgoto sem tratamento ao seu atual destino, sem o mínimo sentimento de responsabilidade ou culpa da Prefeitura, pois, certamente, não causa morte de peixes.
Mas além de poluir e obstruir as águas, o ego ensandecido quer fazer o mesmo com o ar e seus corredores de ventos da cidade. Comparado à água, o ar e suas correntes cumprem papel fundamental à manutenção da vida. Sabendo disso, porque a Prefeitura não os considera ao analisar projetos de grande impacto ambiental e de vizinhança, mesmo que possua em seus arquivos, trabalhos já pagos com o dinheiro público, com os levantamentos técnicos do clima da região? A região do Morro do Espelho é a região dos canais de ventos vindos do litoral, fundamentais para a refrigeração da cidade. O mapa da imagem é uma pequena parte do trabalho que está na Prefeitura de São Leopoldo. Ele não é usado para estudos de liberações de obras que desmatam e fecham corredores de ventos? MÃOS A OBRA PREFEITURA!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Revisando a diminuição de áreas verdes II - São José

Seguindo nesta pequena revisão a respeito da diminuição das áreas verdes na região central de São Leopoldo, tratamos agora de um verdadeiro crime: a área do São José.
O desmatamento ocorrido lá em 2008 pode ser verificado, comparando a imagem de 2006 abaixo


com esta outra imagem na sequência, agora de 2010. Somente os moradores que vivem ao redor desta área são capazes de relatar o quanto foi dramático o fato ocorrido.

O interessante nesta história é que, passados quase 3 anos, nada foi feito até agora por lá. É inacreditável com que facilidade a especulação imobiliária "limpa" as áreas verdes de uma cidade. A vegetação imediatamente é derrubada, mesmo que a execução da obra esteja planejada para o futuro.
Eles terminam com as raras manchas verdes da cidade e depois tem a maior cara de pau de fazer publicidade de seus empreendimentos, divulgando que são projetos sustentáveis, que usam de forma inteligente os recursos naturais.
As pessoas precisam saber quem são os responsáveis por isso, mas podemos apontar ao menos 3: quem vendeu, quem desmatou e quem deixou desmatar.

Revisando a diminuição de áreas verdes - Padre Reus

Em conversa com representantes da Associação de Moradores do Padre Reus, que apoia nosso movimento, nos foi relatado um exemplo de como, o que nos resta de áreas verdes na região central da cidade, pouco a pouco desaparece. Observem na imagem abaixo, a marca em vermelho:
Abaixo, essa mesma imagem, maior:
 

Estas imagens são de 2003. Agora, comparem com esta imagem a seguir do início deste ano, 2010:
 

Na parte em que na primeira imagem estava assinalado em vermelho, em 2003, hoje em 2010 existe um estacionamento da empresa Top Service. Será que isso era necessário?
Muitas vezes, um terreno coberto de árvores, um matinho, é visto como terreno baldio, como um lugar sujo.
E aí,vem os espertos e dizem que irão dar forma aos recantos ecológicos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Artigo

Texto publicado no Jornal Vale do Sinos, na edição do dia 8 de dezembro, página 11.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Audiência Pública - Câmara Municipal Lotada para o Bosque São Francisco de Assis



Uma representação considerável marcou o que chamamos de "tentar estar além do voto".
De um lado da Câmara, os representantes, em maciça ausência. Algo raro?
Do outro lado, os outros representantes, em sincronizado e autêntico movimento civil.
Meio confusa esta situação de representantes e representados, numa inversão de papéis característico de ambientes democráticos corrompidos.
Nos falta representantes? Ou nos falta acordos para sermos representados?

Resumo da Audiência Pública de 06/12/2010

Algumas conclusões da Audiência Pública, realizada no dia 06/12/2010, para apresentação ao Poder Público das necessidades da população leopoldense, relativas à manutenção, gestão e melhorias da qualidade de vida, principalmente pela preservação do Bosque São Francisco de Assis, podem ser resumidas da seguinte forma:

- A maior parte do poder legislativo, apesar de ter estimulado a criação da Audiência Pública, não se fez presente, principalmente, as partes aliadas ao poder executivo;

- O poder executivo não se fez presente na audiência, mesmo depois da confirmação da presença do Secretário de Meio Ambiente, Darci Zanini;

- A empresa Planta e Obra não participou da audiência pública, para argumentar os pontos positivos do projeto que derrubará a área verde do Bosque São Francisco de Assis;

- Os responsáveis pela gestão ambiental de São Leopoldo não respeitam a legislação e a comunidade leopoldense;

- Levantamentos técnicos de valor científico, relacionados às condições climáticas, impactos ambientais e impactos de vizinhança, não são relevados nas avaliações da SEMMAM e SEPLAN, quando a voracidade econômica, principalmente do setor imobiliário e de grandes construtoras, está patrocinando os empreendimentos;

- O setor imobiliário e de construções faz pressão constante no poder executivo, de forma a influenciar as decisões de liberações contrárias às necessidades e vontades das comunidades afetadas;

- A comunidade leopoldense é unânime, quanto a decisão de preservar o Bosque São Francisco de Assis, no Morro do Espelho, e relaciona diversas outras áreas de interesse para a preservação dos bens naturais e da qualidade de vida, como o Bairro São José, o Bairro Padre Reus, o Centro e o Morro do Espelho;

- O Plano Diretor da cidade não corresponde às necessidades da comunidade e foi redigido para facilitar a especulação imobiliária;

- O Poder Público não faz gestão voltada para a população de São Leopoldo, que está perdendo seus referenciais históricos;

A Audiência Pública

Na noite de ontem, cerca de 200 pessoas lotaram o auditório da Câmara de Vereadores, para participar da audiência pública que pretendia debater com os representantes do poder municipal, os critérios que têm sido adotados na liberação de licenças para novas construções em São Leopoldo.
Entretanto, o debate não foi o esperado porque da parte dos vereadores, somente os senhores Fernando Henning e Daniel Daudt, compareceram e efetivamente debateram com a população de São Leopoldo. O sr. Nestor Schwertner, desculpou-se e logo em seguida retirou-se, não participando da audiência. Para deixar bem claro: de 13 vereadores, 2 participaram, 1 passou rapidamente e 11 ignoraram o público presente.
Após a chegada do vereador Daniel Daudt, que particpou dos debates, juntamente com o vereador Fernando Henning, nenhum outro vereador se fez presente à audiência. Por parte do executivo, nenhum representante, nenhuma explicação.

Por parte do executivo, o sr. Darci Zanini, secretário de meio-ambiente, confirmou que estaria presente. Aguardamos sua chegada, inclusive atrasando o início dos trabalhos, mas ele não se fez presente.
Quanto ao prefeito, o sr. Ary Vanazzi, não tivemos notícias.
Mas a excelente notícia mesmo é que a adesão ao nosso movimento deu um salto. A partir de agora estamos ainda mais unidos aos moradores do bairro Padre Reus e também do São José, que estavam representados na audiência.
Por que o poder executivo e legislativo de um modo geral está tentando nos ignorar? Por que os vereadores que aprovaram esta audiência decidiram não comparecer? O quê os fez mudar de idéia? E o sr. secretário do meio-ambiente? Não há interesse por parte da prefeitura em mostrar transparência?
Observem que não houve sequer uma explicação pelas ausências. Ainda que fossem esfarrapadas, seria um mínimo de consideração. As pessoas que deixaram seus afazeres, que deixaram de estar em seus lares depois de um dia de trabalho para debater de forma civilizada, constituindo, de fato, a tão pregada participação popular, foram completamente ignoradas. Somos invisíveis a eles. Depois, obviamente, pode ser dada qualquer desculpa pelo não comparecimento, mas a mancha não poderá ser apagada.
Ontem à noite, um grande público demonstrou que não aceita de forma alguma esse comportamento. Os cidadãos não podem ser tratados dessa maneira.
Cabe a cada um desses que se fizeram presentes, continuar dando esse exemplo, continuar exercendo seu papel democrático e dizer, sim, nós temos que sair de nossas casas para sermos ouvidos.
Nos deram as costas. Gritaremos, até que se virem a nós.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hoje, Audiência Pública. Contamos com sua presença!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Propostas do Instituto São Leopoldo 2024 começarão a ser votadas

Nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro, a partir das 19h30min, a Câmara de Vereadores de São Leopoldo fará a primeira votação da proposta orçamentária de São Leopoldo para 2011.
Serão votadas quatro emendas que contemplam prioridades definidas pelo Instituto São Leopoldo 2024, cujo diretor superintendente é o professor Aloysio Bohnen.
Uma das emendas prevê investimento de R$ 400 mil na implantação de um centro de capacitação técnico-profissionalizante para o mercado de Tecnologia da Informação. Outra direciona R$ 390 mil para a implantação do Programa de Saúde da Família em mais três bairros leopoldenses.
Na área cultural, uma emenda prevê R$ 10 mil para formação e valorização da música erudita nos bairros. A outra proposta é de R$ 15 mil para a elaboração de projeto para implantar espaço histórico, ambiental e turístico às margens do Rio dos Sinos, ampliando o trabalho desenvolvido pelo Revita.
Cabe destacar que estes grupos são grandes apoiadores do Amigos do Morro do Espelho, com participação efetiva nos movimentos, abrindo espaços para divulgações.